Explorações subterrâneas e a céu aberto

A exploração de minas ou pedreiras pode ser efetuada em subterrâneo, a céu aberto, ou através de uma lavra mista, em função da localização e da morfologia do jazigo mineral. A viabilidade técnica e económica de uma unidade extrativa depende de uma correta definição do método de exploração e da geometria dos desmontes, bem como das técnicas de desmonte e dos recursos humanos e tecnológicos a instalar. Estes aspetos de projeto variam em função da tipologia de exploração (subterrânea, céu abrto ou mista).

O projeto de engenharia de minas e pedreiras, quer sejam subterrâneas, a céu aberto ou mistas, são consideradas as características do jazigo mineral, do maciço rochoso e do local de instalação da unidade, sendo fundamental a utilização de ferramentas informáticas que auxiliam na definição de geometrias otimizadas para os desmontes e na previsão da evolução espacial da exploração. Assim, é possível maximizar a recuperação do minério e, consequentemente, a viabilidade técnica e económica do empreendimento mineiro.

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Rochas Ornamentais

A exploração dos recursos minerais, em particular de rochas ornamentais, começa a enfrentar novos desafios, nomeadamente relacionados com as exigências ambientais e com as políticas de ordenamento, aliadas ao facto das jazidas aflorantes de boa qualidade serem cada vez mais escassas e as que existem encontram-se subjacentes a unidades litológicas com pouco ou nenhum valor ornamental, ou de infraestruturas industriais (instalações, escombreiras, e outros).

Assim, e apesar da quase totalidade das pedreiras atuais serem a céu aberto, no futuro, pelas condicionantes anteriormente apresentadas, novas soluções têm que ser encontradas para a exploração deste precioso recurso.

Dentro do leque possível, a exploração em subterrâneo assume-se como uma alternativa a considerar, que poderá ser responsável pela viabilização de explorações que de outro modo não seriam possíveis. É certo que os preços de venda do produto que se praticam atualmente não permitem pensar em realizar a lavra subterrânea em recursos de menor qualidade. A este facto está também associada a elevada fracturação das jazidas em algumas zonas, que traria certamente problemas de estabilidade. Mesmo assim, haverá certamente um campo de aplicação vasto para este método de lavra, que possibilitará o incremento de receitas, mesmo a partir da exploração a céu aberto em atividade, permitindo fazer face ao exigente mercado que dificilmente viabilizará o alargamento das explorações com espessuras elevadas de recobrimento de material de fraca qualidade ornamental.

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